Em dias de chuva desamanheço
Imersa nas gotas e no cheiro de terra, de barro
Não ato nem desato e engasgo para a fala
Para festejos não sirvo
Fico como que desarranjada
Em meus prefixos nada se prende: nem palavra, nem gente
Gosto da insensatez solitária de não ter que me dividir com ninguém
Em dias de chuva me amoleço e me alongo em meus desvios.